sexta-feira, 22 de julho de 2011

O Lixo e sua Logística...





A logística do lixo

De todos os problemas que mais afligem o meio urbano no Brasil, o lixo desponta entre os itens prioritários na agenda municipal e ganha status como fonte de negócios.

Pela nova lei federal do setor, aprovada no ano passado, as prefeituras são obrigadas a elaborar planos para a gestão de resíduos até agosto de 2012, sem os quais não terão acesso a recursos da União. Aos aterros sanitários só poderá ser destinado o material não reciclável. E os lixões a céu aberto, existentes em mais da metade das cidades brasileiras, precisam estar erradicados em 2014.

As novas obrigações impõem mudanças de práticas gerenciais e planejamento, tanto por parte do governo, como das empresas. Surgem oportunidades para investimentos, com a perspectiva de uma nova política de incentivos para o setor - tema do seminário "Gestão dos Resíduos Sólidos Urbanos", que será realizado hoje em Salvador pela Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), em parceria com o Valor.

Novos recursos serão injetados para ampliar a coleta seletiva nas residências, enterrar lixo em área adequada, instalar usinas de incineração para gerar energia, construir cooperativas de catadores e mobilizar a população. De acordo com estimativa do Ministério do Meio Ambiente (MMA), são necessários investimentos em torno de R$ 8,5 bilhões, nos próximos três anos, para a legislação sair do papel e mudar o cenário do lixo no País. O número representa quase metade do mercado nacional de limpeza urbana já instalado, que no ano passado teve faturamento de R$ 19 bilhões.

"Os planos municipais começam a definir os rumos dos investimentos", afirma Carlos Silva, diretor da Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). "É grande a perspectiva de expansão diante do grande volume de lixo gerado no país ainda sem uma solução adequada", avalia o executivo, lembrando que o Reino Unido, por exemplo, produz 90% menos resíduos que o Brasil, mas tem números de mercado praticamente iguais. O faturamento brasileiro é quatro vezes inferior ao da China, de acordo com a Abrelpe.

O crescimento econômico, com reflexos no consumo e na maior geração de resíduos, desenha o cenário. De olho nas oportunidades, empresas do setor adotam a estratégia de orientar prefeituras na elaboração dos planos municipais de resíduos e nos caminhos para torná-los viáveis. Pela legislação, os estudos devem incluir um diagnóstico da situação do lixo, metas para redução e reciclagem, mapeamento dos principais geradores, educação ambiental, custos e modelos de coleta seletiva e indicadores para medir o desempenho do serviço. Com 21 itens em seu conteúdo mínimo, o plano pode ter versão simplificada para cidades com menos de 20 mil habitantes. "Mas a maioria dos municípios ainda está alheia a essa obrigação", diz Silva.

"Com a nova lei, a lógica da limpeza urbana, antes restrita à coleta e disposição em aterro, muda completamente", argumenta o executivo. O trabalho envolve também reduzir a geração, fazer a reciclagem e, em alguns casos, transformar o que não é reciclável em energia. Em sua opinião, "apenas acabar com os lixões não resolve o problema, que abrange outros desafios, como soluções para o alto custo da coleta seletiva e a incorporação de tecnologias". Para fechar a conta, Silva defende taxar a população pelo serviço do lixo, cobrança hoje adotada por apenas 4% dos municípios.

Segundo ele, os contratos de concessão com empresas de limpeza urbana devem se adaptar à lei. Uma possibilidade é a remuneração das empresas não mais por tonelada de lixo coletado, mas pela qualidade do serviço, aferida nas ruas por fiscais ou até por câmeras fotográficas, como em Paris. No Brasil, 80% da coleta municipal do lixo é operada por empresas, participação que no recolhimento dos materiais recicláveis é inferior a 10%, diz Abrelpe. A tendência é de ampliação, com participação de cooperativas de catadores. A lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos prioriza o acesso a recursos federais para municípios que façam parceria com essa força de trabalho.

Há diferentes modelos em jogo. Relatório da empresa de consultoria Pinheiro Pedro Advogados, que inspirou alguns itens da nova lei, indica a parceria público-privada como formato para tornar os investimentos viáveis, diante da falta de recursos públicos. "Os municípios não conseguirão atuar sozinhos", afirma o consultor Antônio Pinheiro, co-autor de um estudo em fase de conclusão para o Banco Mundial sobre a viabilidade econômica da gestão de resíduos no Brasil. "Sob o ponto de vista financeiro, aterros sanitários só são vantajosos quando recebem lixo em grande escala, acima de 250 toneladas por dia", informa o analista. A saída, segundo ele, é o consórcio de pequenos municípios para uso comum dessas áreas.

Em recente audiência pública no Senado, o presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski, disse que as prefeituras dificilmente conseguirão cumprir os prazos da lei se não tiverem R$ 52 bilhões para transformar os lixões em aterros sanitários até 2014. "O prazo é apertado, factível para a contratação dos novos projetos, mas não para a sua execução", admite Nabil Bonduki, secretário de recursos hídricos e ambiente urbano do MMA.

Ele informa que o governo federal começou a assinar convênios com Estados para a elaboração de planos intermunicipais com meta de envolver 344 conjuntos de cidades em todo o País, ao custo estimado de R$ 190 milhões. "É o primeiro passo para a formação dos consórcios", explica Bonduki, para quem, até dezembro, o governo concluirá o plano nacional de resíduos. "A perspectiva é tratar o lixo como recurso e não como problema, o que exige racionalizar o uso dos aterros sanitários", diz.

"Faltam indicadores para sabermos o tamanho do atraso", adverte Maurício Broinizi, do Movimento Nossa São Paulo, entidade que tem planos de fazer um diagnóstico e mapeamento dos resíduos e cooperativas de catadores na capital paulista, em parceria com empresas. O objetivo é seguir o modelo de Los Angeles (EUA), que desde 2007 reduziu em 63% o lixo levado para aterros, mediante a aliança de governo e iniciativa privada. Em sua análise, a coleta seletiva no Brasil precisa de escala para permitir o desenvolvimento da indústria de reciclagem e o peso de São Paulo nesse processo, pelo tamanho da população e da riqueza econômica, seria decisivo.
fonte: (Valor Econômico)
publicado tambem em Hardworldcombr.blogspot.com
Material Ambiental

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Pós Graduação Lato Sensu é na Uni Sant´Anna

A Pós-Graduação lato sensu envolve os cursos de especialização e tem como objetivo principal propiciar desenvolvimento técnico-profissional. Sua meta é o domínio científico e técnico de uma certa e limitada área do saber ou da profissão para formar o profissional especializado. Tem caráter essencialmente prático-profissional sem, naturalmente, minimizar o acadêmico.



Informações do curso Pós-Graduação lato sensu da Uni Sant'Anna
acesse: www.unisatanna.br

segunda-feira, 4 de julho de 2011

A Onda para ÀGUA - WAVES 4 WATER





WAVES FOR WATER


A História

O surfista Jon Rose estava a bordo de um barco na costa de Sumatra durante uma surf trip em setembro de 2009, quando derrepente sentiu um leve tremor.

Ele não tinha como saber naquele momento que um terremoto de magnitude 7,6 tinha acabado de destruír a cidade de Padang - mais de 1.000 vidas perdidas e 100.000 desabrigadas foram o resulatado daquele pequeno balanbçao que Jon sentiu no alto mar. –

Quando Jon chegou em terra, viu a cidade devastada.

Oque pode fazer foi tomar a iniciativa e ajudar como vonluntario. Passou a levar mantimentos e agua potavel para as pessoas desabrigadas em locais de dificil acesso.


Foi nesse momento que a vida de Jon iria mudar e, por sua vez, isso seria a vida de outras pessoas que logo teriam acesso a água potável. A experiência de abrir os olhos para as necessidadedes dos desabrigados solidificou a vontade de criar a ONG de Ondas para Água, uma organização sem fins lucrativos, que tem como objetivo trazer soluções de água potável para países pobres ao redor do mundo.

Pai de Jon, Jack Rose, tinha começado "Catcher Rain", uma organização sem fins lucrativos que ajuda a educar aldeias na África sobre como capturar e filtrar a água da chuva.
Jon então se perguntou ? "Por que não aplicar esta ideia em todas as regiões do surf, onde muitos de nós surfistas frequentamos e conhecemos .

A Waves For Water tem por objetivo identificar o problema rapidamente desenvolver uma solução de uso amigo.
O objetivo de longo prazo para Waves For Water está para ser pró-ativo, ao invés de reativa. Não há nenhuma razão para que alguém deva morrer por falta de água limpa ...
Filtros de água desenvolvidos por Jon e sua equipe estão sendo distribuidos nos locais mais inospitos e precarios do planeta.
A tecnologia esta sendo aplicada sem burocracia e o projeto se revelando um sucesso.






fonte Waves 4 Water

por: Rogério Nogueira











sexta-feira, 1 de julho de 2011

Consema aprova licenciamento para construção do RodoAnel Trecho Norte

Consema aprova licenciamento para construção do RodoAnel Trecho Norte
no ultimo dia 28/06.

o licenciamento foi aprovado por 23 votos a favor , 7 contrários e uma abstinência. O primeiro voto favorável foi o do presidente do Conselho, secretário do Meio Ambiente Bruno Covas.

Foram anos de estudos a fim de buscar uma alternativa para a construção deste sistema viário por um novo traçado ao longo da Via P. Pedro I onde certamente haveria menores impactos ambientais. Não adiantaram as 3 audiências públicas, em que mais de 2 mil pessoas expressaram contrariedade com a obra.

A rodovia terá 8 faixas de trânsito passando em túneis e em aterros no pé da serra, em alguns trechos a apenas 11 km do centro da cidade com o custo de 5.8 bilhões. A prefeitura solicitou a retirada do acesso pela Av. Inajar de Souza, mas ao final da reunião isso não ficou claro.

Em sua exposição aos conselheiros do Consema, o empreendedor fez diversas promessas, entre estas: aumentar em 40 km a linha do metrô, e em 30 km as linhas da CPTM, até 2014, quando se pretende entregar todo o Rodoanel pronto. Resta-nos saber se serão cumpridas.
Passamos em frente à Secretaria e não avistamos nenhuma manifestação no local. Faltou quorum!!!
Onde estava a população adversa ao rodoanel...?
 Agora não adianta chorar, o negocio é monitorar e policiar as ações que com certeza vão gerar muitos impactos.
Fonte : PTB Ambiental

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Votação sobre o licenciamento ambiental do Rodoanel... Manifeste-se amanhã as 9:00hs



A Hora do Rush...
Votação sobre o licenciamento ambiental do Rodoanel...

Chamamos todos que puderem comparecer à manifestação na frente da
> CETESB, no dia 28/06 (3ª-f), às 9h, quando da reunião do Consema que
> vai votar o licenciamento ambiental do Rodoanel Norte. Endereço: Av.
> Prof. Frederico Hermann Jr., 345, Alto de Pinheiros.
>
> Nesse momento crucial, é necessário aumentar o tom das ações, das
> divulgações, ou ao menos das preces, para que esse atentado à Serra
> da Cantareira, e a tudo o que ele representa para o equilíbrio
> biomático da Grande São Paulo - o Rodoanel trecho Norte - seja
> evitado. Ou ao menos MUITO mais discutido.
>
> O rodoviarismo, um modelo superado e morimbundo, quer pregar uma clave
> de concreto no coração do sagrado reduto ambiental metropolitano, que
> cumpre serviços ambientais inestimáveis à região metropolitana.
> Abrir túneis a 11 km do centro da cidade, na serra da Cantareira, para
> passar ali uma "Rodovia dos Imigrantes"... é parar e imaginar isso
> feito, para ver que se trata de uma ABERRAÇÃO.
>
> Uma obra de R$ 5,8 bilhões, que encontra tantos óbices legais,
> ambientais e sociais, colocados sobejamento em todas as audiências
> públicas realizadas, não pode transitar em julgado dessa forma
> sumária, o que evidenciaria interesses outros que não o bem comum e a
> qualidade de vida de todos. (Com esse dinheiros se construiria todos
> os corredores de ônibus necessários em São Paulo, e daria um bom
> troco).
>
> Nesse momento em que o CONSEMA se reune para dar a decisão, o
> comparecimento à reunião é fundamental, para fazê-los ver a
> necessidade de uma reflexão, por parte daqueles que consideram que
> toda ação humana sobre a natureza, nesse momento da humanidade,
> precisa ser feita com mais estudo e com mais respeito, sob pena de
> entregarmos à próxima geração (no singular mesmo!) um planeta
> impossível de ser habitado.
>
> Serviço:
> Reunião do CONSEMA, dia 28/06 (3ª-f) ás 9h.
> Av. Prof. Frederico Hermann Jr. 345, Alto de Pinheiros
Fonte ZN na Linha

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Hora de repensar os conceitos de prazer, lugar de bicho é na Natureza...


PANORAMA
A notícia de que vinte e cinco (25) golfinhos que já habitaram o oceano de modolivre e selvagem agora estão enfrentando uma vida de cativeiro e tristeza como residentes permanentes de Resorts World - Sentosa, em Singapura. Estes 25 golfinhos foram capturados nas águas das Ilhas Salomão e agora estão sendo mantidos nas Filipinas, enquanto as novas instalações no World Sentosa Resort que está sendo construído. Dois deles já morreram tragicamente. Ric O'Barry, biólogo e especialista em mamíferos marinhos também ofereceu sua ajuda para reabilitar e libertar os golfinhos de volta à vida selvagem, nas Ilhas Salomão, Papua-Nova Guiné . http://www.youtube.com/watch?v=QP3FbrF5YyM
Alguns fatos conhecidos sobre golfinhos: 
53% dos golfinhos que sobrevivem a captura violenta morrem dentro de 90 dias.

A vida média de um golfinho em estado selvagem é de 45 anos, mas metade de todos os golfinhos capturados morrem nos primeiros dois anos de cativeiro. A cada sete anos, metade de todos os golfinhos em cativeiro morrem de choque de captura, pneumonia, doença intestinal, úlceras, intoxicação por cloro e outras doenças relacionadas ao estresse. Alguns podem morrer devido ao estresse, enquanto ao transporte. Para a indústria de golfinhos em cativeiro, estes fatos são aceites como despesas operacionais de rotina.
Muitos tanques de água contaminados por  produtos químicos, bem como as bactérias, causando muitos problemas de saúde em golfinhos, inclusive cegueira.
Quando um golfinho bebê é nascido em cativeiro, a notícia é normalmente mantida em segredo até o bezerro apresenta sinais de sobrevivência. Embora os mamíferos marinhos que reproduzem em cativeiro, a taxa de natalidade não é tão bem sucedida como a do selvagem, com altas taxas de mortalidade infantil.

golfinhos podem nadar 4-10 milhas por dia - em piscinas que andam em círculos. Os golfinhos são predadores de peixes e passam a metade do seu tempo na caça selvagem por o alimento. Fornecer peixes mortos como forma de alimento gera menos  exercício e  falta de estimulação mental, causando tédio ao animal.

Muitos parques marinhos condicionam os mamíferos através da fome, assim eles irão realizar  tarefas como brincar com bola, saltar através de aros, estes são comportamentos treinados que não ocorrem na natureza. Os golfinhos em cativeiro tendem a desenvolver comportamentos estereotipados (nadando em um padrão circular repetitivo, com os olhos fechados e em silêncio) por causa do tédio e do confinamento. Isso é equivalente ao balanço e ritmo de primatas, leões, tigres e ursos confinados em gaiolas.
O GRUTA aproveita o texto e entra na briga para liberar os animais de cativeiro, lugar de bicho e na natureza.
Você  internauta vai nos ajudar a dizer não para o cativeiro World Resort
Envie uma carta com seus próprios pensamentos sobre o tema e juntos tentaremos mudar esta cena.  
Atenção: Você também pode enviar uma carta através do seu serviço de correio postal  para:
Tan Sri Lim Thay Kok, presidente
Resorts Sentosa Mundial
39 Avenue de Artilharia
Sentosa
Singapore 099958

Tradução e Revisão RTRN(Sammy)
Fonte Change.org

quarta-feira, 8 de junho de 2011

SEMANA DO MEIO AMBIENTE NA UNISANT'ANNA

Ufa!
A Semana  do meio ambiente começou para nós alunos da Unisantana e membros do G.r.u.t.a a mais ou menos um mês e meio atrás.

As reuniões  realizadas nas quintas feiras passaram a delinear o tamanho de nosso primeiro evento.

Contatar possíveis parceiros, definir os palestrantes, encaminhar solicitações aos departamentos da universidade, dividir as tarefas entre as turmas da Gestão Ambiental e da Geografia, convidar os outros cursos ( Educação Física, Musica, Pedagogia...) a se integrarem  ao evento, foi um trabalho de colaboração e participação para nós alunos universitários.



Hoje ficamos felizes ao ver o nosso primeiro evento realizado, as tensões foram aliviadas.

Há momentos em que flashbacks do evento nos vêm á cabeça... Sentimos-nos realizados ao lembrar a correria e a diversão que foi participar de todo esse processo...


Nossos sinceros agradecimentos as Entidades, ONGS e Empresas que acreditaram na nossa capacidade:  ABEAÇO, Guarda Civil Metropolitana Ambiental, , GREMAR, Instituto Nina Rosa, Made in Forest, Vila Skate Consciência, SOS FAUNA...

Aos coordenadores da ação, Janiel, Adriano, Flavia, Monique,Moacir,Carlos, Rogério,Justin,ao demais colegas da Gestão Ambiental, Geografia, Musica e Educação fisica etc.. Aos nossos professores: Celso, Ronaldo, Jonatas,Selma,George,Wladimir
Valeuuuuuuuuuuuu!!!!
Contamos com Vocês em 2012 !!!


por: RTRN SAMMY